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Segurança digital: como proteger os filhos dos perigos da internet

A internet é uma ferramenta que faz parte do dia a dia da maioria das pessoas, sendo utilizada para diversas finalidades. Pagar as contas, trabalhar, consumir conteúdos, fazer compras e navegar pelas redes sociais são apenas algumas das possibilidades oferecidas pelo ambiente digital.

Com a popularização de computadores, smartphones e tablets, o uso da internet por crianças e adolescentes é cada vez mais frequente. De acordo com pesquisa realizada pela TIC Kids Online do Brasil, 95% delas acessam a web. Nesse sentido, uma preocupação entre pais se torna constante: como proteger os filhos dos perigos da internet?

Pensando nessa urgência e para dar dicas de segurança digital, exposição e privacidade para pais de indivíduos mais novos, preparamos este conteúdo. Confira!

Verifique se já é hora de ter contato com o digital

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em seu Manual de Orientação Menos Telas Mais Saúde, recomenda que a exposição às telas tenha início somente após os dois anos de idade e seja realizada de forma moderada durante a primeira infância de modo geral, dos zero aos seis anos.

Isso porque, segundo a entidade, estudos indicam que o uso de gadgets por crianças nessa faixa etária, principalmente de forma desmedida, pode influenciar negativamente o sono, o desempenho escolar e o comportamento dos pequenos.

Criança mexendo em tablet
A proteção de crianças no ambiente digital começa ao estabelecer quando iniciará seu contato com ele.

Cabe aos pais, portanto, saber identificar quando é o momento certo de permitir que as crianças comecem a ter contato com a internet e a utilizar dispositivos eletrônicos.

Estabeleça um tempo para o uso

Outro ponto ressaltado no manual da SBP é a importância da mediação parental. Um dos aspectos que deve ser estabelecido e verificado pelos pais é a quantidade de tempo despendida consumindo conteúdos e usando gadgets. 

A orientação da organização é de limitar o tempo de tela de acordo com a idade. Para crianças de dois a cinco anos, o ideal seria um período máximo de uma hora por dia. Já dos seis aos dez anos, esse intervalo pode chegar a duas horas. Dos 11 aos 18 anos, a recomendação é de que o uso ocorra por até três horas.

Utilize controles de conteúdo

O chamado controle parental, que é disponibilizado por algumas plataformas de conteúdos ou pode ser instalado por meio de softwares, permite limitar o tipo de informação que pode ser consumida por crianças e adolescentes. 

A Netflix Infantil, o YouTube Kids e o Microsoft Family Safety são alguns exemplos.

Criança brincando em tablet
Softwares e ferramentas de controle parental ajudam a tornar o contexto virtual mais seguro para crianças.

Monitore a utilização

Acompanhar o uso dos dispositivos eletrônicos por crianças e adolescentes, seja por meio dos registros do que foi visualizado ou, então, dispondo computadores e televisões de modo a conseguir enxergar o que está sendo visto é outra maneira de assegurar mais controle do que é consumido.  

Outro ponto importante nesse sentido é saber com quem as crianças e adolescentes estão conversando e alertá-los a respeito do contato, seja por mensagens ou chamadas de vídeo, com estranhos, principalmente mal-intencionados.

Oriente sobre privacidade e exposição

Essa dica vale tanto para os filhos como para os próprios pais. Ter cuidado com o nível de exposição nas postagens em redes sociais, evitando excessos de publicações ou, então, controlando quem pode visualizá-las, previne perigos desnecessários e ajuda a manter a privacidade de crianças, adolescentes e da família em geral. 

Para isso, o ideal é realizar o monitoramento do que é postado pelos filhos e orientá-los sobre os prejuízos de se expor de forma exagerada.

Atente-se ao bullying cibernético

Engana-se quem pensa que o bullying é uma prática que ocorre apenas presencialmente. O cyberbullying é a forma virtual do comportamento e pode incluir as mensagens e imagens ofensivas, ameaçadoras ou difamatórias; vazamentos de informações; perseguição; criação de perfis falsos; entre outras manifestações. 

Esse tipo de intimidação pode causar traumas e trazer graves consequências às crianças e adolescentes, demandando muita atenção por parte dos pais a respeito de que tipo de correspondências estão sendo recebidas ou, então, compartilhadas envolvendo os seus filhos.

Criança chorando em frente do computador
A exposição infantil nas redes sociais pode ser o início de episódios de bullying cibernético.

Tenha cuidado com a segurança da informação

Outra preocupação importante em relação aos filhos na internet é com a segurança de contas e senhas. Explicar às crianças e adolescentes que as chaves são pessoais, intransferíveis, ou seja, não devem ser compartilhadas com outros indivíduos, é uma ótima recomendação. 

Oriente sobre o não compartilhamento de senhas

Orientar as crianças sobre o não compartilhamento de senhas é uma medida crucial para promover a segurança online e proteger tanto a privacidade quanto a integridade das informações pessoais.

Isso porque, ao compartilhar senhas, as crianças podem inadvertidamente expor dados a indivíduos não autorizados. Isso inclui nomes de usuário, endereços de e-mail e outras informações sensíveis que podem ser exploradas por pessoas mal-intencionadas.

Essa ação abre caminho para atividades prejudiciais, como o bullying online ou o roubo de identidade. Os pequenos podem ser alvo de indivíduos que buscam explorar para causar danos emocionais ou mesmo financeiros.

Para fortalecer a ideia de como o não compartilhamento de senhas é importante, explique, portanto, os riscos associados para que as crianças possam desenvolver uma compreensão mais profunda do ambiente online. Isso as capacita a tomar decisões informadas sobre como interagir e compartilhar informações na internet.

Além disso, ao ensinar a importância de manter as senhas em segredo, os pais e educadores estão promovendo uma cultura de responsabilidade digital. Desde cedo, será possível entender que a segurança online é uma responsabilidade individual, mas que contribui para um ambiente virtual mais seguro para todos.

Para os pais de crianças de 8 a 12 anos, confira o conteúdo da cartilha “Guia Internet Segura para seus filhos” produzido pelo CERT.br e veja o que você precisa saber para instruir crianças e adolescentes a interagir com segurança, privacidade e ética na internet.

Fale sobre a importância de atualizar softwares

As atualizações de software frequentemente incluem correções para vulnerabilidades de segurança recém-descobertas. Esse é um bom motivo para manter os softwares atualizados e garantir que as crianças estejam protegidas contra ameaças que exploram falhas de segurança conhecidas.

Muitas vezes, essas atualizações incluem defesas aprimoradas que proporcionam uma camada adicional de segurança para os pequenos enquanto navegam na internet e usam aplicativos.

Além da segurança, as atualizações trazem, ainda, melhorias de desempenho, o que garante uma experiência online mais eficiente e livre de problemas técnicos.

E à medida que novas tecnologias são desenvolvidas, softwares recentes e atualizados garantem a compatibilidade e a capacidade de aproveitar os recursos mais novos e tecnológicos. Isso é especialmente importante para permitir que as crianças tenham acesso a ferramentas educacionais e conteúdos inovadores.

Instrua sobre respeito à propriedade intelectual

O respeito à propriedade intelectual é outro fator que desempenha um papel crucial na promoção de uma cultura de segurança das crianças na internet.

Ao ensinar às crianças sobre a propriedade intelectual, os pais promovem valores éticos e a responsabilidade digital. Isso porque, sim, respeitar a propriedade intelectual é uma forma de agir eticamente online, o que é essencial para a construção de uma sociedade digital saudável.

Isso quer dizer que se deve conversar com os menores sobre a prevenção de práticas como plágio e violação de direitos autorais, já que elas podem resultar em problemas legais, reforçando, sempre, a importância de criar e acessar conteúdo original.

Uma vantagem é que o respeito à propriedade intelectual incentiva a criatividade e a inovação. Ao compreender a importância de proteger ideias e criações, as crianças são mais propensas a valorizar e investir em suas próprias habilidades criativas.

Pirataria

Orientar as crianças sobre a propriedade intelectual ajuda a conscientizá-las sobre os riscos e as consequências da pirataria digital. Isso inclui a compreensão de que baixar ou distribuir conteúdo ilegal pode não apenas infringir a lei, mas também expor os usuários a riscos de segurança online.

Ao dialogar com os pequenos, reforce como, ao respeitar a propriedade intelectual, estamos contribuindo para a proteção da nossa própria identidade digital. Isso envolve o reconhecimento de que o conteúdo compartilhado online, sejam fotos, textos ou vídeos, é propriedade pessoal e deve ser tratado com cuidado e respeito.

Esse tipo de orientação ajuda as crianças a não só entender a propriedade intelectual, mas a desenvolver habilidades críticas de avaliação e discernimento, ou seja, a questionar a autenticidade do conteúdo online, identificar fontes confiáveis e compreender a importância de citar e dar crédito apropriado.

Promova um comportamento ético

Outro ponto é abordar a importância da ética na internet, ou seja, orientar sobre a promoção de um comportamento ético na web, o que ajuda na formação de usuários responsáveis, respeitosos e conscientes. 

Por meio desse consenso, as crianças aprendem a interagir de maneira respeitosa, promovendo relações online construtivas e evitando comportamentos prejudiciais.

A empatia e o respeito pelos outros é um dos pontos principais no tema ”a internet e as crianças”. Com isso, elas são menos propensas a participar de comportamentos de intimidação online, contribuindo para um ambiente virtual mais seguro; desenvolvem relacionamentos sólidos e saudáveis baseados no respeito mútuo, confiança e consideração pelos sentimentos dos outros; e protegem a privacidade própria e alheia, reduzindo os riscos de exposição a ameaças e violações de privacidade.

É importante que elas entendam as consequências de suas ações online. Isso inclui a compreensão de que palavras e ações na web têm impacto real nas emoções e no bem-estar dos outros.

Com isso, as crianças aprendem a questionar a validade de informações online, a considerar diferentes perspectivas e a tomar decisões informadas sobre como interagir no ambiente digital, agindo com integridade, responsabilidade e respeito — o que resulta em um ambiente mais seguro e acolhedor para todos os usuários.

8. Estabeleça o diálogo

Converse com os seus filhos sobre o uso da internet e dos dispositivos eletrônicos de maneira transparente e sincera, mostrando os benefícios e malefícios que estão envolvidos, os riscos aos quais se está exposto.

Além disso, falar sobre como é possível utilizá-los de maneira adequada e saudável é um dos passos mais importantes para o desenvolvimento de uma consciência a respeito disso. 

Com alguns cuidados e precauções é possível ajudar os filhos a desenvolverem uma relação positiva com os gadgets e a web. Além de essencial para evitar alguns perigos, isso é fundamental para a forma como eles vão trabalhar essas questões a longo prazo, já que a influência da internet na vida das crianças e jovens é inquestionável.